Juventudes é uma expressão que significa jovialidade ou novidade de vida. Muitas pessoas são saudosistas de sua juventude em razão das experiências que foram intensas, relacionadas com mudanças físicas e comportamentais, emocionais e psicológicas. É comum escutarmos que tudo tem relação com os hormônios. No espaço escolar, parei de escutar essa justificativa que era acionada com frequência. Um bom sinal, significando que, ao retirar de pauta uma resposta pronta, outras questões ocupam seu lugar, demandando maior atenção e sensibilidade dos familiares e profissionais. No dia 12 de agosto, foi comemorado o Dia Internacional da Juventude, no entanto, ainda precisamos perguntar: O que é juventude?
Um momento de transição entre a infância e a vida adulta, que se caracteriza como um conceito social, pois para alguns é uma questão biológica ligada à área da saúde a partir das mudanças na corporalidade, para outros é uma questão emocional e comportamental. O básico é relacionar com uma faixa etária específica que pode variar dependendo do contexto a ser aplicado, recorte que estará vinculado ao trabalho, educação e ao direito civil. Na ordem jurídica, a maioridade começa aos 18 anos. A Lei 8.069/1990, conhecida como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ampara essa orientação. A Lei do Jovem Aprendiz (Lei 10.097/2000) considera a definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que estabelece a idade a partir dos 14 até 24 anos. Mais recentemente, o Estatuto da Juventude (Lei 12.852/2013) define juventude entre 15 e 29 anos. Independente do recorte etário, a juventude é apresentada como uma categoria social, que representa uma cultura que, para alguns, está atrelada à descoberta do novo, à irresponsabilidade, à rebeldia e a uma capacidade de correr riscos. É necessário destacar que essa é somente uma parte do que pode ser falado sobre juventude. A realidade de inúmeros jovens, embora as transformações físicas e a faixa etária, é muito distinta ao ponto de as leis citadas serem consideradas marcos importantes para garantia de direitos que visam protegê-las das explorações, abusos e violências praticadas pelo mundo adulto.
CONTINUAR LENDO EM: https://pensaraeducacao.com.br/as-juventudes-como-e-por-que-pensar-sobre-elas/