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Copa do Mundo, futebol brasileiro e letramento racial: uma experiência necessária

 



O futebol é, de longe e há muito tempo, o esporte mais popular do mundo. A Copa que acontece agora nos EUA, no México e no Canadá é só o maior e mais novo exemplo disso. Mas se hoje o esporte em seu nível mais alto é uma profusão de cores, raças e nacionalidades, nem sempre foi assim. O futebol brasileiro se estruturou nos seus primórdios num ambiente institucionalmente racista. Hoje funciona como uma oportunidade permanente para a sociedade reconfigurar sua relação com a questão racial. Mas nem sempre essa oportunidade é aproveitada.

O futebol nos moldes que conhecemos hoje é uma modalidade esportiva que surge no século XIX, período vitoriano no Império Britânico. Sua disseminação acontece como um veículo ideológico projetado para propagar a imagem do sportsman, isto é, apregoar os valores de uma sociedade colonizadora e que tem na negação do ócio o seu projeto civilizatório.

Ao destacar que o futebol surge em território inglês, é preciso identificar a classe mais abastada, a elite, como responsável pela sua apropriação e ressignificação como modelo de lazer e formação para o trabalho e os novos empreendimentos.

As public schools eram locais em que os filhos da elite aprendiam e desenvolviam a modalidade. A partir dessa realidade, a modalidade desembarca em diversos países.


História do futebol no país das chuteiras

No Brasil, o mito de origem para a chegada da modalidade está relacionado a Charles Miller, herdeiro de uma família rica que vai estudar na Europa e, quando retorna ao país, volta com uma bola, um par de chuteiras e o livro de regras do esporte.

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https://ludopedio.org.br/arquibancada/copa-do-mundo-futebol-brasileiro-e-letramento-racial-uma-experiencia-necessaria/

Copa do Mundo de Futebol Masculino e a trombeta do trunfo ou do fracasso

 



Alô, alô Marciano

Aqui quem fala é da Terra

Pra variar, estamos em guerra

Você não imagina a loucura

O ser humano tá na maior fissura porque

Tá cada vez mais down the high society

(Elis Regina)


A Copa do Mundo de Futebol masculino em 2026 deve ser reconhecida como a “Copa da Trombeta”, isto é, um estrondo. Trocadilho esse com base no significado da palavra e sobrenome do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump.

Um homem de negócios, que – mesmo condenado criminalmente por ocultar pagamentos à atriz pornô Stormy Daniels em 2024, pouco antes de ser “premiado” com seu segundo mandato –, com base na ética empresarial, assume o governo pela segunda vez de uma nação imperialista e que observa sua influência hegemônica perder força enquanto ela se desloca para o oriente distante, a China.

Nosso destaque à trombeta tem relação direta com as ações políticas e a visão ideológica adotada por Trump em suposta defesa do seu país. Os discursos sobre a política migratória, restrição de vistos para viagens no território estadunidense, taxação de mercadorias produzidas em outros países, saída de acordos internacionais que envolvem a garantia de direitos humanos e ao meio ambiente, ataque a instituições democráticas nacionais e o apoio e estímulo à invasão de territórios de outros países em discurso e com ações militares passaram a ser normalizados pela comunidade global. Isso tudo ao lado de um cenário interno tensionado com o choque do resultado econômico que impacta a população e os valores ideológicos, colocando em xeque a moral liberal e progressista presente no documento de independência do país de 1776.

A antiga frase que indica o “sonho americano [estadunidense]” foi substituída pela expressão “Faça a América Grande Novamente” – MAGA: Make America Great Again. O sentido observado nas duas é muito diferente e mostra o momento atual de uma nação que deixa de ser referência (política, econômica, militar, científica, cultural) e procura desesperadamente manter seu lugar de privilégio, à base da força, da chantagem e de produção de mentiras e conflitos diplomáticos constantes. A trombeta do fracasso carrega a realidade de guerras e conflitos transnacionais e geopolíticos que contradizem os ideais de confraternização que um megaevento como a Copa do Mundo de Futebol masculino permite, e cujo país recepcionará atletas, delegações, torcedores(as) e a imprensa mundial.

Você, leitor e leitora, que chegou até aqui, deve estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com futebol e com a Copa de 2026? A questão que nos inquieta é o fato de a trombeta soar como trunfo ou triunfo, significando a exaltação do esporte (neste caso em específico, a modalidade do futebol masculino), seu uso como propaganda, entretenimento e celebração.

Mezzaroba, Mendes e Pires (2010) discutiram sobre o tema dos grandes eventos esportivos – como as Copas do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos – articulando a dimensão midiática e as representações compartilhadas na sociedade e na Educação Física. Uma dessas representações (senso comum) que aparecem nesses momentos é o discurso de que os jogos impactam quanto à “unificação dos povos”.

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https://www.inctfutebol.com.br/post/copa-do-mundo-de-futebol-masculino-e-a-trombeta-do-trunfo-ou-do-fracasso

Copa do Mundo, futebol brasileiro e letramento racial: uma experiência necessária

 



O futebol é, de longe e há muito tempo, o esporte mais popular do mundo. A Copa que acontece agora nos EUA, no México e no Canadá é só o maior e mais novo exemplo disso. Mas se hoje o esporte em seu nível mais alto é uma profusão de cores, raças e nacionalidades, nem sempre foi assim. O futebol brasileiro se estruturou nos seus primórdios num ambiente institucionalmente racista. Hoje funciona como uma oportunidade permanente para a sociedade reconfigurar sua relação com a questão racial. Mas nem sempre essa oportunidade é aproveitada. É o que mostra em seu artigo o pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INTC Futebol) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Daniel Machado da Conceição:

O futebol nos moldes que conhecemos hoje é uma modalidade esportiva que surge no século XIX, período vitoriano no Império Britânico. Sua disseminação acontece como um veículo ideológico projetado para propagar a imagem do sportsman, isto é, apregoar os valores de uma sociedade colonizadora e que tem na negação do ócio o seu projeto civilizatório.

Ao destacar que o futebol surge em território inglês, é preciso identificar a classe mais abastada, a elite, como responsável pela sua apropriação e ressignificação como modelo de lazer e formação para o trabalho e os novos empreendimentos.

As public schools eram locais em que os filhos da elite aprendiam e desenvolviam a modalidade. A partir dessa realidade, a modalidade desembarca em diversos países.


História do futebol no país das chuteiras

No Brasil, o mito de origem para a chegada da modalidade está relacionado a Charles Miller, herdeiro de uma família rica que vai estudar na Europa e, quando retorna ao país, volta com uma bola, um par de chuteiras e o livro de regras do esporte.

A prática do futebol, então, começou no Brasil como uma atividade da elite, de caráter amador, que restringia a entrada dos estratos sociais desfavorecidos. A mensagem era da prática pela prática, ou uma prática desinteressada.

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https://theconversation.com/copa-do-mundo-futebol-brasileiro-e-letramento-racial-uma-experiencia-necessaria-285220?utm_medium=article_native_share&utm_source=theconversation.com

DOSSIÊ - APRESENTAÇÃO Estudos Socioculturais sobre o Futebol

 



DISPONÍVEL EM: https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/issue/view/1404

Mesa Redonda | Futebol, Gênero e Racismo

 




⚽ Como o futebol dialoga com questões de gênero e racismo na sociedade contemporânea?

Nesta mesa redonda, pesquisadores convidados discutem desafios, disputas e perspectivas para a construção de um futebol mais diverso e inclusivo.

Participantes:

🎙️ Profa. Dra. Soraya Maria Bernardino Barreto Januário (UFPE)

🎙️ Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição (SED/SC)

Mediação:

🎙️ Prof. Dr. Antonio Jorge Soares (UFRJ)

📍 Auditório da Reitoria – UFAL

📅 09 de junho de 2026


Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=aSfmL9oYuKE 




RESENHA CRÍTICA DO LIVRO “‘O URUBU QUE LOGO SOMOS’ CRÔNICAS E MEMÓRIAS DE UM DEVIR FLAMENGO”, DE FABIO ZOBOLI


 “O URUBU QUE LOGO SOMOS”: Crônicas e memórias de um devir Flamengo

Alison Conceição dos Santos
Darwin de Oliveira Martins
Marcelo Victor Santos Souza
Thomas Wiliams Santos Nascimento

ZOBOLI, Fabio. “O urubu que logo somos”: Crônicas e memórias de um devir Flamengo. São Paulo: Ludopédio, 2025. 333p. Coleção campo de jogo. ISBN: 978-65-84540-17-0


Fonte: GE.com

A obra “Urubu que logo somos: crônicas e memórias de um devir Flamengo” foi escrita pelo Professor Dr. Fábio Zoboli da Universidade Federal de Sergipe – UFS. Em sua trajetória acadêmica, Zoboli fez doutorado em Educação na Universidade Federal da Bahia – UFBA, fez também Pós-doutorado em Educação na Universidade Nacional de La Plata – UNLP (Argentina), atualmente é professor no Departamento de Educação Física e do Programa de Pós-Graduação em Educação na UFS, além de ser membro/coordenador do grupo de pesquisa “Corpolitica”. 
O livro é uma coletânea que reúne uma série de crônicas que abordam o Clube de Regatas do Flamengo – CRF, clube do “coração” do autor, e mais especificamente ainda, sobre o time de futebol e suas várias dimensões. Nele, constam crônicas sobre fatos marcantes do clube, assim como há um conjunto de crônicas que tratam de personagens ligados a esse universo – principalmente jogadores de futebol – que vestiram a camisa do clube. Zoboli vai estabelecer paralelos entre esses elementos com figuras religiosas (de matriz africana e cristã) e também sobre personagens das mitologias greco-romanas e com as artes plásticas. Vale destacar também que o autor elabora uma crônica para homenagear o seu tio que o ensinou a torcer para o Flamengo.
A seção “Como tudo começou” possui duas crônicas e nelas conta-se para o(a) leitor(a) como se deu o primeiro contato do autor com aquilo que se tornaria uma das suas maiores paixões, o Clube de Regatas do Flamengo, como seu tio Osvaldo foi importante para que isso ocorresse e como eles viveram momentos importantes juntos comemorando vitórias do Flamengo. Ainda, como o Flamengo foi criado por Deus, relacionando como se deu a criação do mundo com a criação do Flamengo por Deus, passando por seu surgimento no remo e sua entrada para o futebol após um acontecimento em que pessoas do Fluminense decidiram sair do clube e se juntar ao Flamengo, passando pelos símbolos do clube, pela torcida e sua paixão, até a criação dos demais clubes e dos campeonatos para que houvesse disputas. 

Fonte: Site Terra

Na seção “O urubu que logo sou... que logo somos” os autores participantes da coletânea trabalham com 6 (seis) crônicas que abordam questões de simbolismo, amor e grandeza do Flamengo, mostrando-nos como alguns símbolos do clube surgiram, que alguns deles são utilizados pelas torcidas adversárias de forma preconceituosa para menosprezar o torcedor e o clube, e para isso são utilizadas ligações entre os símbolos, os acontecimentos com músicas, pessoas importantes e questões de pluralidade e singularidade.

Já na seção “O panteão” os autores Fabio Zoboli e Elder Silva Correia constroem uma série de crônicas que elevam os jogadores do histórico time do Flamengo de 1981 ao estatuto de entidades míticas. A proposta dos textos consiste em articular futebol, mitologia e cultura popular, utilizando referências da mitologia grega, da cosmologia iorubá e do folclore brasileiro como metáforas interpretativas das características técnicas e da importância histórica dos atletas.

O argumento central desenvolvido pelos autores é que o futebol, assim como as narrativas míticas das sociedades antigas, produz seus próprios deuses e heróis. Nesse sentido, o campo de jogo é compreendido como um espaço simbólico e ritualístico, no qual feitos esportivos assumem contornos sobre-humanos e passam a integrar o imaginário coletivo da torcida. Essa abordagem confere ao futebol uma dimensão cultural que extrapola o entretenimento, aproximando-o de manifestações religiosas e mitológicas.

Ao longo da seção supracitada, os autores dedicam crônicas específicas a cada jogador, estabelecendo associações simbólicas que buscam traduzir suas funções em campo. Mozer, por exemplo, é comparado a Argos Panoptes, gigante da mitologia grega dotado de cem olhos, metáfora que enfatiza sua vigilância constante na defesa, atuando como guardião do gol. Júnior, por sua vez, é associado a Exu, orixá mensageiro da mitologia iorubá, responsável por abrir caminhos e estabelecer conexões, analogia que evidencia sua capacidade de articular defesa e ataque com inteligência e ambidestria.

Andrade é relacionado a Hefesto, o deus ferreiro, sendo descrito como um “jogador metalúrgico” pela força física na marcação, mas também como um “ourives” pela precisão e qualidade técnica de seus passes. Já a trajetória de Tita é interpretada à luz da tragédia de Édipo, destacando o drama simbólico de enfrentar o clube rival, retornar ao Flamengo e lidar com seu próprio destino esportivo.

Outras associações reforçam a diversidade cultural da análise. Adílio é comparado a Xangô, orixá da justiça e do fogo, ressaltando sua ancestralidade e realeza em campo, enquanto Nunes, o “João Danado”, é associado a Eros, deus do amor, cujos gols são descritos como flechadas passionais que inflamam a torcida. Zico, maior ídolo do clube, é vinculado à figura do alfaiate, profissão de seu pai, sendo apresentado como o artífice que “costura” as jogadas com precisão e harmonia.

Além disso, Lico é associado ao Boto-cor-de-rosa, figura do folclore amazônico, destacando sua habilidade de seduzir e surpreender os adversários. Cantareli é comparado a mágicos ilusionistas, como Houdini, em razão de suas defesas espetaculares, enquanto Carpegiani, técnico da equipe, é relacionado ao Saci-Pererê, símbolo da astúcia e da travessura, responsável por armar estratégias e confundir os oponentes.

A seção se encerra com um paralelo simbólico entre os três títulos conquistados pelo Flamengo em 21 dias no ano de 1981, Campeonato Carioca, Copa Libertadores da América e Mundial Interclubes, e os três santos juninos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Essa analogia reforça a ideia de que aquele período representou um momento de “milagre” esportivo, no qual o sagrado e o profano se entrelaçam para consolidar a geração mais vitoriosa da história do clube.

Em outra seção, intitulada “Coloca na moldura”, Zoboli brinca com as mais diversas mitologias (da mitologia grega até a mitologia nordestina) e com as artes plásticas para falar sobre personagens que, para o autor, e também para toda a nação rubro-negra, são considerados importantes ou que marcaram época vestindo a camisa do Flamengo. Um ponto a ser observado é a última crônica da referida seção, pois esta não se refere somente a um personagem, muito menos estabelece alguma relação com seres mitológicos ou com algum componente da arte. Nessa crônica, abre-se espaço para falar sobre o sentido que o futebol dá aos jogadores com apelidos que são remetidos a animais, principalmente no Flamengo, e a ressignificação que esses sentidos sofrem ao serem deslocados para o contexto do futebol.

Além disso, o título da obra funciona como uma metáfora que ajuda a entender o sentido das crônicas. Ele sugere uma reflexão sobre a condição humana, marcada pela adaptação às regras sociais e pela repetição de comportamentos. Ao longo da seção, Zoboli e o conjunto de autores e autoras colaboradores(as) da coletânea levam o(a) leitor(a) a pensar sobre ações que são consideradas normais, mas que merecem ser questionadas.

Em “Chutando de canhota”, o autor se propõe a falar não somente de jogadores de futebol que passaram pelo Flamengo, mas também de atletas de outras modalidades esportivas que estão presentes no clube (como, por exemplo, o remo e o vôlei). Entretanto, diferente das outras seções, aqui, em específico, Zoboli traz uma homenagem a personagens que lutaram por ideais políticos de gênero, raça e liberdade em uma época em que a sociedade brasileira vivia em censura devido à ditadura vigente no país.

Cabe aqui uma menção honrosa dessa seção à crônica destinada à tragédia que aconteceu no “Ninho do Urubu” – o Centro de Treinamento do Flamengo – “Os 10 meninos do Ninho, ou sobre Pinóquios e Come-Fogos”. Nesta crônica, o autor vai prestar uma homenagem aos 10 garotos que faleceram no incêndio do Ninho do Urubu, relacionando com a história original de Pinóquio, traçando comparações sobre infância, sonhos, atuação de gestores e sobre negócios no futebol.

Por fim, a obra organizada por Fábio Zoboli e colaboradores(as) é um deleite para quem é flamenguista (torcedor do Flamengo), mas também é uma ótima recomendação de leitura para quem não tem relação com este clube e gosta de futebol, pois o autor apresenta histórias e personagens marcantes do CRF e que permite, por meio dessa leitura, entender ou compreender o tamanho e a representatividade que este time carrega na cultura brasileira.



As juventudes: como e por que pensar sobre elas?

 


Juventudes é uma expressão que significa jovialidade ou novidade de vida. Muitas pessoas são saudosistas de sua juventude em razão das experiências que foram intensas, relacionadas com mudanças físicas e comportamentais, emocionais e psicológicas. É comum escutarmos que tudo tem relação com os hormônios. No espaço escolar, parei de escutar essa justificativa que era acionada com frequência. Um bom sinal, significando que, ao retirar de pauta uma resposta pronta, outras questões ocupam seu lugar, demandando maior atenção e sensibilidade dos familiares e profissionais. No dia 12 de agosto, foi comemorado o Dia Internacional da Juventude, no entanto, ainda precisamos perguntar: O que é juventude?


Um momento de transição entre a infância e a vida adulta, que se caracteriza como um conceito social, pois para alguns é uma questão biológica ligada à área da saúde a partir das mudanças na corporalidade, para outros é uma questão emocional e comportamental. O básico é relacionar com uma faixa etária específica que pode variar dependendo do contexto a ser aplicado, recorte que estará vinculado ao trabalho, educação e ao direito civil. Na ordem jurídica, a maioridade começa aos 18 anos. A Lei 8.069/1990, conhecida como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ampara essa orientação. A Lei do Jovem Aprendiz (Lei 10.097/2000) considera a definição do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que estabelece a idade a partir dos 14 até 24 anos. Mais recentemente, o Estatuto da Juventude (Lei 12.852/2013) define juventude entre 15 e 29 anos. Independente do recorte etário, a juventude é apresentada como uma categoria social, que representa uma cultura que, para alguns, está atrelada à descoberta do novo, à irresponsabilidade, à rebeldia e a uma capacidade de correr riscos. É necessário destacar que essa é somente uma parte do que pode ser falado sobre juventude. A realidade de inúmeros jovens, embora as transformações físicas e a faixa etária, é muito distinta ao ponto de as leis citadas serem consideradas marcos importantes para garantia de direitos que visam protegê-las das explorações, abusos e violências praticadas pelo mundo adulto.

CONTINUAR LENDO EM: https://pensaraeducacao.com.br/as-juventudes-como-e-por-que-pensar-sobre-elas/

Casos de racismo no futebol de SC mostram a importância da conscientização



Por Jorge Jr. - Florianópolis

De ofensas na várzea a traumas na base, levantamento do Núcleo de Dados analisou mais de 3 mil súmulas e mapeou 26 casos de racismo e injúria racial no futebol catarinense desde 2021.


(...) 

Sociólogo e pesquisador sobre o tema na UFSC, Daniel Machado da Conceição traz a importância que o esporte tem para a população e como ele pode auxiliar no ataque aos casos de racismo.

“O esporte, de maneira geral, é um grande professor na sociedade. Ele é um veículo ideológico da modernidade, ele transmite valores. Agora, se nós aprendermos também com esse esporte a sermos racistas, porque ele era assim desigual e racial. Esse mesmo esporte tem potencial transformador. Ele pode mudar e trazer sim maior igualdade”.

(...)

"Ele dói, ele deixa marcas por toda uma vida, mas não é do futebol, não é algo exclusivo do futebol, e isso nós precisamos entender. Ele está na sociedade brasileira presente, é uma marca muito forte, estigmatizando a população negra, e colocando ela em um outro lugar, outro espaço”, destaca Daniel Machado Conceição.

(...)


DISPONÍVEL EM: https://ndmais.com.br/futebol/casos-de-racismo-no-futebol-de-sc-mostram-a-importancia-da-conscientizacao/ 


Visita Especial à Turma de Maringá do Instituto ABRE - 20 de março de 2024

 



No último dia 1º de março, o Coordenador Educacional do Instituto ABRE, Professor Daniel Machado, teve o prazer de visitar nossa turma de aprendizes em Maringá. Foi uma oportunidade incrível para conhecer cada um dos nossos jovens e trocar informações sobre o projeto nacional do Instituto ABRE.

Durante a visita, Professor Daniel destacou a importância de estreitar laços e garantir que estamos atendendo às necessidades dos nossos jovens da melhor maneira possível. Além disso, ele ressaltou o papel crucial dos instrutores na orientação e inspiração dos alunos.

As instalações do projeto, localizadas na Faculdade Eficaz, proporcionaram um ambiente ideal para essa troca de experiências e aprendizado mútuo.

Após a visita, em reunião com a Diretoria do Instituto ABRE, professor Daniel demonstrou empolgação em fazer parte desse projeto nacional e ansioso para os frutos que essa colaboração trará para nossos jovens e para a comunidade de Maringá como um todo.

 Instituto ABRE

www.institutoabre.org.br

DISPONÍVEL EM: https://blog.portalabre.com.br/2024/03/20/visita-especial-a-turma-de-maringa-do-instituto-abre/ 

“IA” no pretérito imperfeito do indicativo de humanidade



Estamos vivendo um momento extraordinário da breve jornada do Homo sapiens no planeta Terra e como resultado, encaramos as consequências do que está sendo chamado de antropoceno, impactos pelas ações indiscriminadas do ser humano na natureza. Na busca pelo conforto e segurança, realizamos desenvolvimentos tecnológicos que acabam por diminuir o esforço físico e mental para realização de tarefas até mesmo simples do cotidiano. Tal fato nos deixa acomodados nas mais diversas dimensões da vida humana. 

Ambos os processos estão conectados, no segundo caso, permitem a intensificação da nossa produtividade, acelerando o processo e criando uma dependência do “trabalho não vivo”. O exemplo mais recente é a chegada da Inteligência Artificial (IA). É sabido que o impacto da chamada quinta Revolução Industrial será transformadora e duradoura, seus efeitos podem ser comparados com a revolução científica ocorrida na transição do mundo moderno para o contemporâneo. Estamos observando novos questionamentos que tensionam princípios filosóficos, dogmas religiosos e redefinem as interações sociais entre humanos e agora com não-humanos. 

Acalorados debates sobre vida e morte, inteligência e consciência, além da capacidade humana autoral, invenção e criação, estão sendo discutidos a partir de novas premissas e atributos que anteriormente nunca estiveram postos.

Surpreende observar a velocidade do desenvolvimento tecnológico e como cada vez mais suscita dúvidas sobre o que é realidade (real) e o que é trabalho não vivo (artificial). Na última semana, o lançamento de uma atualização da IA Flow(1), Veo 3 do Google, ferramenta para geração de vídeo, tensiona a linha entre o real e o artificial. A recente atualização para produção de vídeos por meio da inteligência artificial são estarrecedoras e fantásticas. 

A chamada realidade aumentada está confundindo as pessoas que assistem aos vídeos e aceitam com naturalidade, se emocionam com a expressividade dos personagens artificiais e acabam até mesmo por questionar como que determinado vídeo não é real. Estamos partindo do princípio de que a realidade está dada e duvidamos que aquilo que observamos seja algo não-real. Os incríveis avanços tecnológicos no campo da produção de imagens estão permitindo que artificial (“irreal”) seja aceito como realidade (“real”).

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http://pensaraeducacao.com.br/ia-no-preterito-imperfeito-do-indicativo-de-humanidade/


https://www.instagram.com/p/DKcVqGvNpUz/?igsh=MXYzaGI2bHZpb2U4Nw==

A polêmica da camisa vermelha da seleção brasileira: futebol e ideologia em estado puro

 


Acompanhar postagens e memes que recebemos cotidianamente por meio de sites ou redes sociais nos coloca em contato com um intenso e exponencial universo discursivo que expõe as múltiplas, difusas e diferentes vozes da sociedade contemporânea. Quando o assunto é o futebol, então, temos uma exacerbação das paixões e dos afetos. Isso porque, nesse caso, está envolvida a dimensão das relações clubísticas, hoje em dia muito mais intensas se comparadas com a que a torcida brasileira teve (e tem) com a seleção brasileira de futebol masculino.

Aqui, abrimos um parêntese mais que necessário: as transformações dos tempos nos fazem usar a complementação “masculino” para especificarmos a qual futebol estamos nos referindo na frase acima. Isso revela a necessidade de separar o que consideramos quanto às seleções brasileiras de futebol: a masculina, cada vez mais perdendo relevância e interesse, e a feminina, cada vez mais gerando atenção e mobilizando novos afetos para quem outrora não sabia da existência e da qualidade do futebol feminino brasileiro. Fechamos nosso parêntese e seguimos com a discussão pretendida: refletir sobre a atual polêmica, no Brasil, quanto às possíveis novas cores do uniforme da seleção brasileira.

Desde nossos tempos de escola, somos ensinados sobre o significado das cores da bandeira brasileira, seja nas aulas de Educação Moral e Cívica (EMOCI) ou Organização Social e Política Brasileira (OSPB) – inserções curriculares decorrentes das ideias militares nos espaços educativos – ou em qualquer outro componente curricular. É comum aprendermos que a cor verde corresponde às grandes extensões territoriais de matas 1, que o losango na cor amarela representa as riquezas naturais 2, o círculo azul representa o céu do Rio de Janeiro no momento da Proclamação da República, e o branco – na faixa em que temos o lema positivista “Ordem e Progresso” – representa a paz e a união entre os estados brasileiros.

É sempre de bom-tom desconfiar do senso comum: nossa bandeira não tem essas cores por essa simbologia tão óbvia. Vamos aproveitar, então, a polêmica envolvendo a cor vermelha no nosso uniforme da seleção de futebol para discutir sobre nossas cores e suas simbologias. Assim, em meio a mais uma polêmica, fruto de questões ideológicas bastante intensas no Brasil atual, podemos fazer disso algo pedagógico: aprender sobre nossos símbolos, nossa história e nosso momento atual!

Diferentemente do que aprendemos, as cores da bandeira brasileira são referências à monarquia e às poderosas famílias dos primeiros governantes brasileiros, e não a questões relacionadas à natureza ou às nossas riquezas naturais. Numa rápida pesquisa na internet 3, aprendemos que a versão oficial da bandeira foi adotada em 15 de novembro de 1889, após a chamada “Proclamação da República”. Nela, o verde representa a Dinastia Bragança (à qual Dom Pedro I pertencia) e o amarelo representa a Dinastia Habsburgo (da Imperatriz Leopoldina, esposa de Dom Pedro I). Lembremos, também, imersos no doentio universo ideológico que tomou conta e bestializou boa parte do Brasil, que o nome do nosso país se deve ao grande número de árvores denominadas “pau-brasil”, em que a palavra “brasil” (com “b” minúsculo) significa “vermelho como brasa”.


CONTINUAR LENDO EM: https://www.inctfutebol.com.br/post/a-pol%C3%AAmica-da-camisa-vermelha-da-sele%C3%A7%C3%A3o-brasileira-futebol-e-ideologia-em-estado-puro

 


Ao ponderar sobre o mundo e as muitas disputas nas mais diversas áreas e dimensões da vida humana, é perceptível que algo vai mal. Viver se tornou desprezível pelo fato de suportar a aberração de ter que afirmar a todo instante que sou sobrevivente.  Morrer ou deixar viver não passa mais por uma questão ética, ou moral, é somente mais um estágio da futilidade das relações. A vida pode valer menos que uma frustração amorosa, financeira, de autoestima ou de ignorância.

Todo desenvolvimento tecnológico e o aperfeiçoamento da técnica, que proporcionam maior conforto e até aumentam nossa longevidade, não conseguem mudar nossa relação com o planeta e com outros seres humanos. As desigualdades são ampliadas e encaradas como justas. A precarização da vida, materializada na moradia, alimentação e trabalho, não comove mais. As desgraças de uma sociedade falida atordoam, ainda chocam, mas não provocam repulsa, pois o sentimento de sobrevivência é um alento que diz, continuamente, ainda bem que não foi comigo.  

Observo uma intensificação da individualização que devasta relações familiares, vicinais, educacionais e mesmo empresariais. A necessidade de ser o melhor cria um hiato entre mim e o outro, gerando uma competição incessante e que estamos convencidos de estar correta. É imperativo perceber a fragmentação das relações e os jogos de interesse pela busca desenfreada por direitos, privilégios e vantagens pessoais.

O progresso e o desenvolvimento constante são a mola mestra de um modelo que não observa incongruências, ao estabelecer objetivos que devem ser superados infinitamente. Uma conta que não fecha e que precisamos discutir amplamente com base em um cenário catastrófico que se avizinha. 

Uma hegemonia planetária que constrói relações reconhecidas como pertencentes à sociedade do cansaço, sociedade do consumo, sociedade do espetáculo etc., nomes que apontam para uma relação que gera cada vez mais desgastes no tecido social. Os remendos são ainda piores, efetuados com ideologias mais devastadoras com base no racismo, autoritarismo e neoliberalismo. A extrema-direita representa essa ideologia, com ideais que defendem o conserto da humanidade por meio de imposição, uma relação autoritária de fora para dentro e que aprofunda injustiças e desigualdades sociais e ecológicas. 

CONTINUE LENDO EM:

http://pensaraeducacao.com.br/nunca-foi-tao-importante-ser-decolonial/



MESA 2 - FUTEBOL E FORMAÇÃO - VII EDUCAÇÃO DOS CORPOS, CULTURA, HISTÓRIA



Você já parou para refletir sobre o papel do corpo e do esporte em nossa sociedade? Desde 2008, o Núcleo de Estudos e Pesquisas Educação e Sociedade Contemporânea traz à tona discussões instigantes sobre esses temas, e este ano não será diferente! Neste evento, mergulharemos na crítica da cultura e na historicidade dos fenômenos que impactam nossos corpos, com uma atenção especial ao esporte, explorando temas como formação, gênero e estética. 

 09.04.2025

Mesa 2: Futebol e formação

Coordenação: Lisandra Invernizzi (Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis – SME)

Participantes:

Daniel Machado da Conceição (SME/PMF; NEPESC/UFSC; INCT Futebol)

Izabela Stahelin de Aguiar (Bagagem Fut7/Nova Geração Futsal)

Lucas Barreto Klein (Figueirense Futebol Clube)

DISPONÍVEL EM: https://www.youtube.com/watch?v=eQdAeFKloBU&t=1927s







#SôniaLivre, é o Brasil mostrando sua cara

 


Que país magnífico e cheio de incoerências, para alguns, o encantamento com o Brasil passa pelas diversas nuances de uma nação que consolidou suas instituições, mas permite uma governança repleta de personalismo. É necessário destacar que contradições históricas e sociais estão enraizadas na estrutura de poder, uma herança de valores aprendidos de uma sociedade escravocrata. 

Ao refletirmos sobre o país, recordamos a música Brasil, lançada em 1988, na voz do cantor Cazuza (1958-1990). A letra descreve a desigualdade na sociedade brasileira e as relações de poder impostas pela elite econômica. Com um refrão forte, Cazuza faz uma provocação para o Brasil mostrar sua cara.

A partir desse questionamento, começamos a enumerar as maneiras para aprender sobre a cara do Brasil. Entre elas estão: futebol, política partidária, carnaval, educação, literatura, culinária, cinema, música e as relações de trabalho. No rol de possíveis jeitos para observar a face ou as faces do Brasil, variados aspectos poderiam ser citados.

No período colonial e imperial, as relações de trabalho estavam orientadas pela servidão, escravização e o trabalho ‘livre’ quando comparado aos outros dois. Após a Proclamação da República em 1889, um novo país pautado pelo ideal republicano indicava que pelo menos o trabalho livre ou assalariado estabeleceria a forma de organização da relação entre trabalhador e empregador. No entanto, as organizações dos trabalhadores e outros movimentos sociais tiveram que continuamente promover lutas e resistências para a melhora das condições de vida do trabalhador. As convenções e acordos internacionais, durante o século XX, orientaram ou impuseram um ajuste de conduta do país, visando o contínuo aperfeiçoamento da legislação trabalhista e além outras, objetivando garantir e estabelecer direitos e deveres dos cidadãos. 

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https://pensaraeducacao.com.br/sonialivre-e-o-brasil-mostrando-sua-cara/


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Como o tênis se aproxima da paixão pelo futebol no Brasil

 



Em janeiro, enquanto a Copinha (Copa São Paulo de Futebol Júnior) dá início à temporada do futebol no Brasil, no outro lado do mundo um atleta brasileiro, João Fonseca, apresentava seu potencial nas quadras de tênis do Aberto da Austrália.

Faço parte da geração de jovens que acompanhou a carreira dos tenistas Fernando Meligeni, Jaime Oncins e Gustavo Kuerten. Nos anos 1990, eles conseguiram feitos grandiosos ao ganhar espaço no jornalismo esportivo, mesmo tendo futebol masculino, vôlei e basquete estadunidense, como concorrência. Não sou aficionado por tênis, ele nunca fez parte da minha cultura familiar ou escolar. Meu aprendizado acontece frente ao destaque daqueles atletas, principalmente as conquistas de Guga. Posteriormente, vou aprendendo mais sobre a modalidade e a estética do jogo. São novos elementos que permitem ter a paciência para assistir partidas intermináveis, valorizar a técnica e o desempenho atlético dos tenistas. O esforço para repetir movimentos, sempre com alta intensidade, é digno de reconhecimento.

Os avanços tecnológicos, especialmente as câmeras capazes de mostrar o desenvolvimento pleno da biomecânica corporal (músculos e tendões), são algo que impressiona. Em uma partida de tênis os vários e repetidos closes permitem perceber a emoção do atleta, cujo estado emocional oscila entre tensão, frustração, medo, insegurança, euforia, confiança, determinação, dor, cansaço etc. Assim, passei a ser um apreciador da modalidade, talvez também pelos feitos das irmãs Williams (Venus e Serena) e outros atletas negros que permitiram assistir a jogos com corpos mais semelhantes ao meu.

Um conjunto de fatores permitiu, em 2025, assistir à partida de tênis e confiar na vitória de um jovem brasileiro. Bom, parece estranho em um espaço sobre futebol estar falando sobre tênis. Explico. Enquanto acompanhava a partida do João Fonseca, percebi a quantidade de brasileiros nas arquibancadas incentivando o atleta do país. É magnífico identificar a maneira dos brasileiros participarem dos jogos, mesmo o tênis sendo uma modalidade aristocrática e cheia de cerimônias. O silêncio durante o jogo é primordial para a concentração dos atletas, que após cada embate são aclamados com palmas e outros gritos de encorajamento.

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O racismo no futebol e a luta antirracista - Nas quadras CBN Ribeirão preto

 


Disponível em: https://www.cbnribeirao.com.br/podcasts/programas/nas-quatro-linhas/som,0,0,174538,o-racismo-no-futebol-e-a-luta-antirracista.aspx

A caminhada antirracista e a história do futebol brasileiro: um percurso em construção e o lugar da escola

 



Nos últimos anos, passei a atuar no Ensino Fundamental, uma experiência que contribui e muito para minha construção como educador. Agora, como mostram os memes de professores em suas redes sociais, após dar aula para o sexto ano, você faz qualquer coisa na vida. Brincadeirinha, rsrsrsrs – meus estudantes sabem -, eles são muito “quiridux” como costumamos dizer em manezês dialeto de Florianópolis-SC.

Gostaria de apresentar um breve relato de uma experiência que tem se mostrado muito positiva e com possibilidades de novos desdobramentos. Atuar no Ensino Fundamental permitiu realizar um roteiro de palestras e oficinas, uma caminhada antirracista iniciada em 2022 na rede municipal de ensino de Florianópolis-SC e que o futebol serve como chave de acesso para muitas juventudes.

Em 2023, instigado a realizar uma intervenção em uma escola em razão da necessidade de discutir o racismo no espaço escolar, a história do futebol masculino no Brasil e seu desenvolvimento durante o século XX, foi um tema com grande aceitação. O futebol é espaço para tantas discussões e debates clubísticos, foi alçado para o lugar de mediador do letramento racial ao apontar os discursos legitimadores ligados às teorias racistas (pseudociências) que impactaram a exclusão, inserção e permanência de atletas negros na modalidade.

A exposição das fases do desenvolvimento do futebol masculino passa pelo amadorismo, amadorismo marrom e profissionalização, a partir de sua contextualização é possível discutir conceitos como desigualdade social, privilégio, preconceito, discriminação, racismo, racismo biológico (determinismo biológico e geográfico), racismo como conceito social, eurocentrismo, embranquecimento (branqueamento), colorismo, mestiçagem/miscigenação, complexo de vira-latas, racismo recreativo, racismo institucional e racialização, além de enfatizar o racismo ordinário (Da Conceição, 2023).

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Racismo, esporte e futebol nos periódicos da Educação Física brasileira: um estudo panorâmico-monográfico

 


Resumo

Trata-se de uma pesquisa de abordagem quanti-qualitativa, do tipo análise documental, caracterizada como um estudo panorâmico-monográfico, em que, a partir da identificação de artigos científicos sobre racismo e esporte/futebol em periódicos brasileiros de Educação Física (EF) (de estrato A1 a B5), procurou-se mapear a referida produção sobre a temática no campo da EF. Para isso, utilizou-se os descritores “racismo”, “esporte”, “futebol” e “Educação Física”, seja nos títulos e/ou resumos e/ou palavras-chave, com delimitação temporal de 2004 até 2024, considerando-se o período posterior à Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino das questões históricas e culturais sobre a cultura afro-brasileira nas escolas brasileiras. Chegou-se ao total de 06 (seis) textos, os quais apresentam-se como um mapeamento que evidencia a pouca atenção dada às questões étnico-raciais no esporte/futebol no contexto da EF brasileira, embora cada dia fica mais evidente a necessidade, emergência e relevância quanto ao campo da EF em pautar essas questões e responsabilizar-se, pedagogicamente, quanto à pauta, diálogo, discussão e estratégias de enfrentamento, pelo esporte e práticas corporais diversas, no combate ao racismo.

Palavras-chave: racismo, esporte, periódicos de Educação Física,


Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/CadernosdoAplicacao/article/view/142522



“O futebol coloca em pauta e dá visibilidade a temas importantes": conversa com Carmen Rial

 


“O futebol coloca em pauta e dá visibilidade a temas importantes para o país - conversa com Carmen Rial".

Resumo: Entrevista realizada com Carmen Rial, Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro, feita por Cristiano Mezzaroba e Daniel Machado da Conceição. Ao longo da entrevista, a pesquisadora aborda o seu envolvimento paralelo a sua trajetória com a temática do futebol, a ideia de criar o INCT, a sua principal característica – que é o seu caráter interdisciplinar e interinstitucional –, e a rede de pesquisadores e pesquisadoras vinculados a ele. Além disso, aborda a produção do conhecimento nas Humanidades a respeito do futebol e a importância desse objeto social a quem se dedica à dimensão investigativa e impactos nas políticas públicas e na educação.


DISPONÍVEL EM: https://periodicos.ufs.br/Ambivalencias/article/view/n24p351



DOSSIÊ FUTEBOL: PERSPECTIVAS ANTROPOLÓGICAS E SOCIAIS

 


Organização: Antonio Jorge Gonçalves Soares (UFRJ), Cristiano Mezzaroba (UFS), Silvio Ricardo da Silva (UFMG) e Daniel Machado da Conceição (NEPESC/UFSC)

O futebol é um terreno fértil em expectativas, pertencimentos, identidades, ideologias, interesses (econômicos, políticos, midiáticos), comportamentos, controvérsias, associações e rupturas. Neste dossiê, o INCT – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos de Futebol Brasileiro, convidou pesquisadores e pesquisadoras a abordar o futebol a partir de suas experiências acadêmicas, nos campos das ciências humanas e sociais.

Com este dossiê na revista Ambivalências, buscou fomentar e aglutinar a produção bibliográfica – seja em forma de artigos originais oriundos de pesquisas empíricas ou teóricas, pesquisas documentais, ensaios, resenhas e entrevistas – que abordaram o futebol em suas perspectivas antropológicas, sociológicas ou multidisciplinares, contribuindo para uma melhor compreensão desse fenômeno que mobiliza os mais diversos coletivos.          


ACESSE O DOSSIÊ E COMPARTILHE! 

DISPONÍVEL EM:  https://periodicos.ufs.br/Ambivalencias/issue/view/n24