Seja bem-vindo!

Total de visualizações de página

Copa do Mundo, futebol brasileiro e letramento racial: uma experiência necessária

 



O futebol é, de longe e há muito tempo, o esporte mais popular do mundo. A Copa que acontece agora nos EUA, no México e no Canadá é só o maior e mais novo exemplo disso. Mas se hoje o esporte em seu nível mais alto é uma profusão de cores, raças e nacionalidades, nem sempre foi assim. O futebol brasileiro se estruturou nos seus primórdios num ambiente institucionalmente racista. Hoje funciona como uma oportunidade permanente para a sociedade reconfigurar sua relação com a questão racial. Mas nem sempre essa oportunidade é aproveitada.

O futebol nos moldes que conhecemos hoje é uma modalidade esportiva que surge no século XIX, período vitoriano no Império Britânico. Sua disseminação acontece como um veículo ideológico projetado para propagar a imagem do sportsman, isto é, apregoar os valores de uma sociedade colonizadora e que tem na negação do ócio o seu projeto civilizatório.

Ao destacar que o futebol surge em território inglês, é preciso identificar a classe mais abastada, a elite, como responsável pela sua apropriação e ressignificação como modelo de lazer e formação para o trabalho e os novos empreendimentos.

As public schools eram locais em que os filhos da elite aprendiam e desenvolviam a modalidade. A partir dessa realidade, a modalidade desembarca em diversos países.


História do futebol no país das chuteiras

No Brasil, o mito de origem para a chegada da modalidade está relacionado a Charles Miller, herdeiro de uma família rica que vai estudar na Europa e, quando retorna ao país, volta com uma bola, um par de chuteiras e o livro de regras do esporte.

CONTINUAR LENDO EM: 

https://ludopedio.org.br/arquibancada/copa-do-mundo-futebol-brasileiro-e-letramento-racial-uma-experiencia-necessaria/

Copa do Mundo de Futebol Masculino e a trombeta do trunfo ou do fracasso

 



Alô, alô Marciano

Aqui quem fala é da Terra

Pra variar, estamos em guerra

Você não imagina a loucura

O ser humano tá na maior fissura porque

Tá cada vez mais down the high society

(Elis Regina)


A Copa do Mundo de Futebol masculino em 2026 deve ser reconhecida como a “Copa da Trombeta”, isto é, um estrondo. Trocadilho esse com base no significado da palavra e sobrenome do presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump.

Um homem de negócios, que – mesmo condenado criminalmente por ocultar pagamentos à atriz pornô Stormy Daniels em 2024, pouco antes de ser “premiado” com seu segundo mandato –, com base na ética empresarial, assume o governo pela segunda vez de uma nação imperialista e que observa sua influência hegemônica perder força enquanto ela se desloca para o oriente distante, a China.

Nosso destaque à trombeta tem relação direta com as ações políticas e a visão ideológica adotada por Trump em suposta defesa do seu país. Os discursos sobre a política migratória, restrição de vistos para viagens no território estadunidense, taxação de mercadorias produzidas em outros países, saída de acordos internacionais que envolvem a garantia de direitos humanos e ao meio ambiente, ataque a instituições democráticas nacionais e o apoio e estímulo à invasão de territórios de outros países em discurso e com ações militares passaram a ser normalizados pela comunidade global. Isso tudo ao lado de um cenário interno tensionado com o choque do resultado econômico que impacta a população e os valores ideológicos, colocando em xeque a moral liberal e progressista presente no documento de independência do país de 1776.

A antiga frase que indica o “sonho americano [estadunidense]” foi substituída pela expressão “Faça a América Grande Novamente” – MAGA: Make America Great Again. O sentido observado nas duas é muito diferente e mostra o momento atual de uma nação que deixa de ser referência (política, econômica, militar, científica, cultural) e procura desesperadamente manter seu lugar de privilégio, à base da força, da chantagem e de produção de mentiras e conflitos diplomáticos constantes. A trombeta do fracasso carrega a realidade de guerras e conflitos transnacionais e geopolíticos que contradizem os ideais de confraternização que um megaevento como a Copa do Mundo de Futebol masculino permite, e cujo país recepcionará atletas, delegações, torcedores(as) e a imprensa mundial.

Você, leitor e leitora, que chegou até aqui, deve estar se perguntando: mas o que isso tem a ver com futebol e com a Copa de 2026? A questão que nos inquieta é o fato de a trombeta soar como trunfo ou triunfo, significando a exaltação do esporte (neste caso em específico, a modalidade do futebol masculino), seu uso como propaganda, entretenimento e celebração.

Mezzaroba, Mendes e Pires (2010) discutiram sobre o tema dos grandes eventos esportivos – como as Copas do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos – articulando a dimensão midiática e as representações compartilhadas na sociedade e na Educação Física. Uma dessas representações (senso comum) que aparecem nesses momentos é o discurso de que os jogos impactam quanto à “unificação dos povos”.

CONTINUAR LENDO EM:

https://www.inctfutebol.com.br/post/copa-do-mundo-de-futebol-masculino-e-a-trombeta-do-trunfo-ou-do-fracasso

Copa do Mundo, futebol brasileiro e letramento racial: uma experiência necessária

 



O futebol é, de longe e há muito tempo, o esporte mais popular do mundo. A Copa que acontece agora nos EUA, no México e no Canadá é só o maior e mais novo exemplo disso. Mas se hoje o esporte em seu nível mais alto é uma profusão de cores, raças e nacionalidades, nem sempre foi assim. O futebol brasileiro se estruturou nos seus primórdios num ambiente institucionalmente racista. Hoje funciona como uma oportunidade permanente para a sociedade reconfigurar sua relação com a questão racial. Mas nem sempre essa oportunidade é aproveitada. É o que mostra em seu artigo o pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INTC Futebol) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Daniel Machado da Conceição:

O futebol nos moldes que conhecemos hoje é uma modalidade esportiva que surge no século XIX, período vitoriano no Império Britânico. Sua disseminação acontece como um veículo ideológico projetado para propagar a imagem do sportsman, isto é, apregoar os valores de uma sociedade colonizadora e que tem na negação do ócio o seu projeto civilizatório.

Ao destacar que o futebol surge em território inglês, é preciso identificar a classe mais abastada, a elite, como responsável pela sua apropriação e ressignificação como modelo de lazer e formação para o trabalho e os novos empreendimentos.

As public schools eram locais em que os filhos da elite aprendiam e desenvolviam a modalidade. A partir dessa realidade, a modalidade desembarca em diversos países.


História do futebol no país das chuteiras

No Brasil, o mito de origem para a chegada da modalidade está relacionado a Charles Miller, herdeiro de uma família rica que vai estudar na Europa e, quando retorna ao país, volta com uma bola, um par de chuteiras e o livro de regras do esporte.

A prática do futebol, então, começou no Brasil como uma atividade da elite, de caráter amador, que restringia a entrada dos estratos sociais desfavorecidos. A mensagem era da prática pela prática, ou uma prática desinteressada.

CONTINUAR LENDO EM:

https://theconversation.com/copa-do-mundo-futebol-brasileiro-e-letramento-racial-uma-experiencia-necessaria-285220?utm_medium=article_native_share&utm_source=theconversation.com

DOSSIÊ - APRESENTAÇÃO Estudos Socioculturais sobre o Futebol

 



DISPONÍVEL EM: https://periodicos.ufpel.edu.br/index.php/NORUS/issue/view/1404