Quero agradecer o convite para participar desse evento, uma bela oportunidade para aprender mais e realizar uma ótima troca com os membros do INCT Futebol e todos que aqui estão interessados na temática do futebol e dos pensadores sociais.
Estendendo o agradecimento à coordenação do INCT Futebol, também reconheço os professores Cristiano Mezzaroba e Hamilcar Silveira Dantas Junior pela organização. Agradeço à Universidade Federal de Sergipe, ao CNPq/CAPES. É uma alegria estar nessa mesa com um belo parceiro, prof. Antonio Jorge Soares. Assim como reconheço os colegas coordenadores de linhas que aqui estão.
Minha proposta é dividir a fala em três partes: a primeira, apresentando breves informações sobre o filme; na segunda, um panorama a partir da observação pessoal; e, na terceira, a conversa envolve um fragmento da obra do sociólogo Guerreiro Ramos, permitindo interpretar e debater algumas temáticas que aparecem no longa-metragem Os trombadinhas de 1979.
O esforço nesta tarde será discutir o pensamento do sociólogo Guerreiro Ramos (1915–1982). Aviso que será um fragmento, um recorte da obra. Como pesquisador, eu, Daniel, estou em busca de uma maior e melhor apropriação desse pensador. No entanto, mesmo ao fazer uma discussão ampliada, a perspectiva e a refinada análise da realidade social proposta por Guerreiro Ramos podem ser aplicadas em uma possível interpretação do Brasil no final da década de 70, a partir do filme Os trombadinhas (1979) com direção do Anselmo Duarte. Farei um recorte sobre juventude e questões raciais, apontando aquilo que o pensador chamou de “problema do negro” ou “negro tema”, isto é, a maneira estereotipada de como o negro é representado na sociedade brasileira. A proposta do sociólogo é apresentar a perspectiva dos estudos sobre o “negro vida”. Acrescento ainda o desafio de ser vigilante para não cair em um anacronismo, encurtando a linha do tempo que separa o pensamento e a realidade social vivenciada por Guerreiro Ramos em relação ao tempo presente.
Disponível em: https://novosdebates.abant.org.br/revista/index.php/novosdebates/article/view/561
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