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#SôniaLivre, é o Brasil mostrando sua cara

 


Que país magnífico e cheio de incoerências, para alguns, o encantamento com o Brasil passa pelas diversas nuances de uma nação que consolidou suas instituições, mas permite uma governança repleta de personalismo. É necessário destacar que contradições históricas e sociais estão enraizadas na estrutura de poder, uma herança de valores aprendidos de uma sociedade escravocrata. 

Ao refletirmos sobre o país, recordamos a música Brasil, lançada em 1988, na voz do cantor Cazuza (1958-1990). A letra descreve a desigualdade na sociedade brasileira e as relações de poder impostas pela elite econômica. Com um refrão forte, Cazuza faz uma provocação para o Brasil mostrar sua cara.

A partir desse questionamento, começamos a enumerar as maneiras para aprender sobre a cara do Brasil. Entre elas estão: futebol, política partidária, carnaval, educação, literatura, culinária, cinema, música e as relações de trabalho. No rol de possíveis jeitos para observar a face ou as faces do Brasil, variados aspectos poderiam ser citados.

No período colonial e imperial, as relações de trabalho estavam orientadas pela servidão, escravização e o trabalho ‘livre’ quando comparado aos outros dois. Após a Proclamação da República em 1889, um novo país pautado pelo ideal republicano indicava que pelo menos o trabalho livre ou assalariado estabeleceria a forma de organização da relação entre trabalhador e empregador. No entanto, as organizações dos trabalhadores e outros movimentos sociais tiveram que continuamente promover lutas e resistências para a melhora das condições de vida do trabalhador. As convenções e acordos internacionais, durante o século XX, orientaram ou impuseram um ajuste de conduta do país, visando o contínuo aperfeiçoamento da legislação trabalhista e além outras, objetivando garantir e estabelecer direitos e deveres dos cidadãos. 

CONTINUAR LENDO EM:

https://pensaraeducacao.com.br/sonialivre-e-o-brasil-mostrando-sua-cara/


Post no Instagram do PEPB, disponível em:

https://www.instagram.com/p/DH6o0PAPvob/?igsh=MWgwcGNpMWpibzh1dA%3D%3D


Webinário "Histórias de Vida de Jogadores Profissionais e Amadores"

 


Webinário da Linha "Clubes, Formação, Carreira e Migração Futebolistas" do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INCT Futebol).

Temática:  "Histórias de Vida de Jogadores Profissionais e Amadores: Estudos e Pesquisas do Campo (Auto)Biográfrico Brasileiro"

Convidado: Prof. Dr. Fábio Machado Pinto (UFSC)

Mediadores: 

Prof. Msc. Gabriel Gonçalves Ribeiro (UFPEL)

Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição (UFSC)


DISPONÍVEL EM: 





Webinário "O Desgaste Obrero no Futebol"

 




Webinário da Linha "Clubes, Formação, Carreira e Migração Futebolistas" do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INCT Futebol).

Temática:  "O Desgaste Obrero no Futebol"

Convidado: Prof. Dr. Juan Manuel Herbella

Mediadores: 

Prof. Dr. Juan Manuel Herbella

Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição





Conversa sobre o filme “Ainda estou aqui.”

 


Live da Associação Nacional de Sociólogos e Sociólogas (ANASO.BR)

Tema: Conversa sobre o filme “Ainda estou aqui.”

Convidado: Prof. Dr. John Kennedy Ferreira - UFMA

Mediação: 

Profa. Ma. Elaine Lima da Silva 

Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição 

Sinopse do filme:

Rio de Janeiro, início dos anos 1970. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Os Paiva — Rubens, Eunice e seus cinco filhos — vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice, cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos. Baseado no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva.





Como o tênis se aproxima da paixão pelo futebol no Brasil

 



Em janeiro, enquanto a Copinha (Copa São Paulo de Futebol Júnior) dá início à temporada do futebol no Brasil, no outro lado do mundo um atleta brasileiro, João Fonseca, apresentava seu potencial nas quadras de tênis do Aberto da Austrália.

Faço parte da geração de jovens que acompanhou a carreira dos tenistas Fernando Meligeni, Jaime Oncins e Gustavo Kuerten. Nos anos 1990, eles conseguiram feitos grandiosos ao ganhar espaço no jornalismo esportivo, mesmo tendo futebol masculino, vôlei e basquete estadunidense, como concorrência. Não sou aficionado por tênis, ele nunca fez parte da minha cultura familiar ou escolar. Meu aprendizado acontece frente ao destaque daqueles atletas, principalmente as conquistas de Guga. Posteriormente, vou aprendendo mais sobre a modalidade e a estética do jogo. São novos elementos que permitem ter a paciência para assistir partidas intermináveis, valorizar a técnica e o desempenho atlético dos tenistas. O esforço para repetir movimentos, sempre com alta intensidade, é digno de reconhecimento.

Os avanços tecnológicos, especialmente as câmeras capazes de mostrar o desenvolvimento pleno da biomecânica corporal (músculos e tendões), são algo que impressiona. Em uma partida de tênis os vários e repetidos closes permitem perceber a emoção do atleta, cujo estado emocional oscila entre tensão, frustração, medo, insegurança, euforia, confiança, determinação, dor, cansaço etc. Assim, passei a ser um apreciador da modalidade, talvez também pelos feitos das irmãs Williams (Venus e Serena) e outros atletas negros que permitiram assistir a jogos com corpos mais semelhantes ao meu.

Um conjunto de fatores permitiu, em 2025, assistir à partida de tênis e confiar na vitória de um jovem brasileiro. Bom, parece estranho em um espaço sobre futebol estar falando sobre tênis. Explico. Enquanto acompanhava a partida do João Fonseca, percebi a quantidade de brasileiros nas arquibancadas incentivando o atleta do país. É magnífico identificar a maneira dos brasileiros participarem dos jogos, mesmo o tênis sendo uma modalidade aristocrática e cheia de cerimônias. O silêncio durante o jogo é primordial para a concentração dos atletas, que após cada embate são aclamados com palmas e outros gritos de encorajamento.

CONTINUAR LENDO EM: https://ludopedio.org.br/arquibancada/como-o-tenis-se-aproxima-da-paixao-pelo-futebol-no-brasil/

O racismo no futebol e a luta antirracista - Nas quadras CBN Ribeirão preto

 


Disponível em: https://www.cbnribeirao.com.br/podcasts/programas/nas-quatro-linhas/som,0,0,174538,o-racismo-no-futebol-e-a-luta-antirracista.aspx

 


DA CONCEIÇÃO, Daniel Machado. Estudante-trabalhador e a socialização profissional: Contradições da Lei do Jovem Aprendiz na região da Grande Florianópolis. Joinville/SC: Clube de Autores, 2025.

ISBN: 9786501329536

Tópicos: Trabalho Social, Política Educacional E Reforma, Direito Educacional E Legislação, Jovens e Adolescentes, Educação, Direito, Ciências Humanas E Sociais

Palavras-chave: trabalho., qualificação, aprendiz, jovem, formação, escolarização

Disponível para compra em: 

https://clubedeautores.com.br/livro/estudante-trabalhador-e-a-socializacao-profissional



A caminhada antirracista e a história do futebol brasileiro: um percurso em construção e o lugar da escola

 



Nos últimos anos, passei a atuar no Ensino Fundamental, uma experiência que contribui e muito para minha construção como educador. Agora, como mostram os memes de professores em suas redes sociais, após dar aula para o sexto ano, você faz qualquer coisa na vida. Brincadeirinha, rsrsrsrs – meus estudantes sabem -, eles são muito “quiridux” como costumamos dizer em manezês dialeto de Florianópolis-SC.

Gostaria de apresentar um breve relato de uma experiência que tem se mostrado muito positiva e com possibilidades de novos desdobramentos. Atuar no Ensino Fundamental permitiu realizar um roteiro de palestras e oficinas, uma caminhada antirracista iniciada em 2022 na rede municipal de ensino de Florianópolis-SC e que o futebol serve como chave de acesso para muitas juventudes.

Em 2023, instigado a realizar uma intervenção em uma escola em razão da necessidade de discutir o racismo no espaço escolar, a história do futebol masculino no Brasil e seu desenvolvimento durante o século XX, foi um tema com grande aceitação. O futebol é espaço para tantas discussões e debates clubísticos, foi alçado para o lugar de mediador do letramento racial ao apontar os discursos legitimadores ligados às teorias racistas (pseudociências) que impactaram a exclusão, inserção e permanência de atletas negros na modalidade.

A exposição das fases do desenvolvimento do futebol masculino passa pelo amadorismo, amadorismo marrom e profissionalização, a partir de sua contextualização é possível discutir conceitos como desigualdade social, privilégio, preconceito, discriminação, racismo, racismo biológico (determinismo biológico e geográfico), racismo como conceito social, eurocentrismo, embranquecimento (branqueamento), colorismo, mestiçagem/miscigenação, complexo de vira-latas, racismo recreativo, racismo institucional e racialização, além de enfatizar o racismo ordinário (Da Conceição, 2023).

CONTINUAR LENDO EM: https://ludopedio.org.br/arquibancada/a-caminhada-antirracista-e-a-historia-do-futebol-brasileiro-um-percurso-em-construcao-e-o-lugar-da-escola/

Racismo, esporte e futebol nos periódicos da Educação Física brasileira: um estudo panorâmico-monográfico

 


Resumo

Trata-se de uma pesquisa de abordagem quanti-qualitativa, do tipo análise documental, caracterizada como um estudo panorâmico-monográfico, em que, a partir da identificação de artigos científicos sobre racismo e esporte/futebol em periódicos brasileiros de Educação Física (EF) (de estrato A1 a B5), procurou-se mapear a referida produção sobre a temática no campo da EF. Para isso, utilizou-se os descritores “racismo”, “esporte”, “futebol” e “Educação Física”, seja nos títulos e/ou resumos e/ou palavras-chave, com delimitação temporal de 2004 até 2024, considerando-se o período posterior à Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino das questões históricas e culturais sobre a cultura afro-brasileira nas escolas brasileiras. Chegou-se ao total de 06 (seis) textos, os quais apresentam-se como um mapeamento que evidencia a pouca atenção dada às questões étnico-raciais no esporte/futebol no contexto da EF brasileira, embora cada dia fica mais evidente a necessidade, emergência e relevância quanto ao campo da EF em pautar essas questões e responsabilizar-se, pedagogicamente, quanto à pauta, diálogo, discussão e estratégias de enfrentamento, pelo esporte e práticas corporais diversas, no combate ao racismo.

Palavras-chave: racismo, esporte, periódicos de Educação Física,


Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/CadernosdoAplicacao/article/view/142522



Conversa sobre o campo de trabalho do(a) sociólogo(a)

 


Confira a live 'Conversa sobre o Campo de Trabalho do(a) Sociólogo(a)', realizada pela ANASO – Associação Nacional de Sociólogos e Sociólogas do Brasil. Um debate com Ricardo Antunes, Luciana Bolognini e Daniel Machado, além da participação de Marcos Antônio Marques.



DISPONÍVEL EM:

https://www.youtube.com/watch?v=-DoujKXhqEo&t=2s&ab_channel=Assoc.Nac.dosSoci%C3%B3logosSoci%C3%B3logasANASOBR








“O futebol coloca em pauta e dá visibilidade a temas importantes": conversa com Carmen Rial

 


“O futebol coloca em pauta e dá visibilidade a temas importantes para o país - conversa com Carmen Rial".

Resumo: Entrevista realizada com Carmen Rial, Coordenadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro, feita por Cristiano Mezzaroba e Daniel Machado da Conceição. Ao longo da entrevista, a pesquisadora aborda o seu envolvimento paralelo a sua trajetória com a temática do futebol, a ideia de criar o INCT, a sua principal característica – que é o seu caráter interdisciplinar e interinstitucional –, e a rede de pesquisadores e pesquisadoras vinculados a ele. Além disso, aborda a produção do conhecimento nas Humanidades a respeito do futebol e a importância desse objeto social a quem se dedica à dimensão investigativa e impactos nas políticas públicas e na educação.


DISPONÍVEL EM: https://periodicos.ufs.br/Ambivalencias/article/view/n24p351



Antirracismo, escola e futebol: Uma boa jogada

 


Webinário da Linha "Mídias, Torcidas e Movimentos Antirracistas" do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INCT Futebol).

Temática: "Antirracismo, escola e futebol: Uma boa jogada"

Convidado: Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição

Mediadores: 

Prof. Dr. Antonio Jorge Soares (URFJ - UFRN)

Prof. Beatriz de Franca Alves (Bolsista INCT -  CNPQ)








DOSSIÊ FUTEBOL: PERSPECTIVAS ANTROPOLÓGICAS E SOCIAIS

 


Organização: Antonio Jorge Gonçalves Soares (UFRJ), Cristiano Mezzaroba (UFS), Silvio Ricardo da Silva (UFMG) e Daniel Machado da Conceição (NEPESC/UFSC)

O futebol é um terreno fértil em expectativas, pertencimentos, identidades, ideologias, interesses (econômicos, políticos, midiáticos), comportamentos, controvérsias, associações e rupturas. Neste dossiê, o INCT – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos de Futebol Brasileiro, convidou pesquisadores e pesquisadoras a abordar o futebol a partir de suas experiências acadêmicas, nos campos das ciências humanas e sociais.

Com este dossiê na revista Ambivalências, buscou fomentar e aglutinar a produção bibliográfica – seja em forma de artigos originais oriundos de pesquisas empíricas ou teóricas, pesquisas documentais, ensaios, resenhas e entrevistas – que abordaram o futebol em suas perspectivas antropológicas, sociológicas ou multidisciplinares, contribuindo para uma melhor compreensão desse fenômeno que mobiliza os mais diversos coletivos.          


ACESSE O DOSSIÊ E COMPARTILHE! 

DISPONÍVEL EM:  https://periodicos.ufs.br/Ambivalencias/issue/view/n24 






LIVE - Para uma educação antirracista

 


Evento organizado e promovido pela Associação Nacional dos Sociólogos e Sociólogas ANASO.BR https://www.anasobr.org/ 


Temática: Para uma educação antirracista.

Descrição: Djamila Ribeiro no livro Pequeno manual antirracista (2019), escreveu: 

“O mundo apresentado na escola era o dos brancos, no qual as culturas europeias eram vistas como superiores, o ideal a ser seguido. Eu reparava que minhas colegas brancas não precisavam pensar o lugar social da branquitude, pois eram vistas como normais: a errada era eu. Crianças negras não podem ignorar as violências cotidianas, enquanto as brancas, ao enxergarem o mundo a partir de seus lugares sociais – que é um lugar de privilégio – acabam acreditando que esse é o único mundo possível” (p. 24).

A proposta da conversa visa pensar os outros mundos possíveis, a partir da perspectiva de o espaço escolar ser plural e diverso. O racismo não é um problema exclusivo das pessoas pretas e pretos, é um problema da sociedade brasileira. Portanto, a escola possui um papel preponderante na construção de uma educação antirracista e, consequentemente, na desconstrução do racismo.      

Apresentadora: Dr. Rosilene Rocha - Socióloga; Doutora em Sociologia (UFPE); e, Diretora de Inclusão e Diversidade da ANASO.BR

Apresentadora: Maria das Graças Rodrigues Policarpo - Socióloga; Coordenadora Estadual de Políticas para as Mulheres; e, Diretora Geral da Casa da Mulher Brasileira de Boa Vista-RR.

Mediador: Dr. Daniel Machado da Conceição - Sociólogo; Doutor em Educação (UFSC); e, Pesquisador NEPESC/UFSC.



Disponível em:

https://www.youtube.com/watch?v=wfs-itxg1BA&ab_channel=Assoc.Nac.dosSoci%C3%B3logosSoci%C3%B3logasANASOBR 




Roda de Conversa sobre o livro "Os engenheiros do caos"

 





Evento organizado e promovido pela Associação Nacional dos Sociólogos e Sociólogas ANASO.BR https://www.anasobr.org/ 


Temática: Roda de Conversa sobre o livro 'Os engenheiros do caos"

Resumo: O livro "Os Engenheiros do Caos", Guiliano Da Empoli, explora o fenômeno do populismo contemporâneo, focando em como líderes populistas como Donald Trump e Viktor Orbán exploram o descontentamento popular e a raiva para ascender ao poder. O autor, Giuliano Da Empoli, argumenta que esses líderes não são meros demagogos, mas sim estrategistas habilidosos que dominam as ferramentas da comunicação digital para construir narrativas de "verdades alternativas" e promover a desconfiança nas instituições tradicionais. A obra traça um panorama do cenário político internacional contemporâneo, analisando o surgimento de movimentos populistas na Itália, nos Estados Unidos, na França e na Hungria. Por meio de uma narrativa rica em detalhes, o autor expõe as estratégias, as personalidades e as ideias que impulsionam o populismo, buscando compreender a natureza do caos político que se instalou em diversos países.

Apresentador: Sociólogo Ricardo Antunes de Abreu.

Mediador: Sociólogo Daniel Machado da Conceição.


DISPONÍVEL EM:



Webinário "O Papel de Clubes e Escolas de Futebol na Formação de Crianças/Atletas"

 


Webinário da Linha "Clubes, Formação, Carreira e Migração Futebolistas" do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INCT Futebol).

Temática: "O Papel de Clubes e Escolas de Futebol na Formação de Crianças/Atletas"

Convidado: Prof. Dr. Rafael Castellani

Mediadores: 

Profª. Msc. Yokky Ywky Dantas de Oliveira (IFRN)

Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição


Disponível em:



Racismo no esporte: mesmo com racismo, tem jogo?

 


Negros e negras vêm conquistando espaços importantes no Brasil e em outros países. Podemos dizer que este é um período de grandes mudanças no contexto sócio-histórico, impactando não apenas a sociedade brasileira. Tais agentes começam a ocupar espaços que antes eram dominados por sujeitos brancos, principalmente, no mercado de trabalho, em profissões de destaque e visibilidade. Uma clara conquista da luta de homens e mulheres pretas que inconformadas com sua condição de apenas sobreviver, transgrediram o destino ao não ocupar apenas o lugar que se esperava que ocupassem.
Essa luta não tem sido simples, tampouco fácil, por se atrever a quebrar as muralhas
ocultas dos simbolismos que impactam a vida de quem tem na cor de sua pele negra uma marca de rejeição e exclusão. Especificamente, quando tratamos de discutir tal situação no país, percebemos que ainda vivemos em uma sociedade que não se considera racista e isso se torna um problema, pois, a princípio, como combateremos algo que parece não existir.

CONTINUAR LENDO EM:  https://viewer.joomag.com/contempor%C3%A2nea-contempor%C3%A2nea-11/0726781001718203660/p10?short=




Webinário "Os Dilemas na Iniciação Esportiva"

 


Webinário da Linha "Clubes, Formação, Carreira e Migração Futebolistas" do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INCT Futebol).

Temática: "Dilemas na Iniciação Esportiva"

Convidado: Sérgio Ricardo 

Mediadores: 

Profª. Drª. Marina de Mattos Dantas 

Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição


Assista em:



Webinário "Indústria Cultural e Esporte/Futebol" - INCT Futebol

Webinário da Linha "Mídias, Torcidas e Movimentos Antirracistas" do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INCT Futebol).

Temática: "Indústria Cultural e Esporte/Futebol"

Convidado: Prof. Dr. Alexandre Fernandez Vaz (UFSC)

Mediadores: 

Prof. Dr. Cristiano Mezzaroba (UFS)

Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição (INCT)





DISPONÍVEL EM:

https://www.youtube.com/watch?v=AXr4xpZRP-E&t=4033s



Nova edição da revista Contemporânea, uma quase revista, organizada pelos Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição e Prof. Dr. Alexandre Fernandez Vaz.



VINICIUS JR. E OS EMBATES DO NOSSO TEMPO: O RACISMO E O ESPORTE

    Antes de completar 24 anos, Vinicius Junior, do Real Madrid e da seleção brasileira, é hoje uma das principais vozes antirracistas que conhecemos. Alvo de seguidas agressões simbólicas por parte principalmente de torcedores adversários, o jogador profissional vem marcando gols não apenas no gramado, mas fora dele, com diversas ações que respondem, de forma contundente, a seus agressores. Igualmente, Vini Jr. vem desestabilizando o ensurdecedor silêncio que grande parte do establishment do futebol exercita frente a práticas racistas na Europa, mas também em muitos outros estádios pelo mundo afora.

    O número temático que faz a Contemporânea, a nossa quase revista, voltar a ser publicada, se compõe de textos que se dedicam ao racismo no esporte, ou, dito de outra maneira, das relações entre o primeiro e o segundo. Colaboradoras e colaboradores, com exceção de um, são vinculados a universidades federais do Brasil. O primeiro deles, Neilton de Sousa Ferreira Júnior, é de Viçosa, Minas Gerais. Ele abre os trabalhos de maneira instigante, ao reconstruir uma história do esporte olímpico para dizer de seu intrínseco caráter racista. O trabalho seguinte é resultado de uma parceria entre Beatriz de França Alves e Cristiano Mazzaroba, de
Sergipe, e Daniel Machado da Conceição, de Santa Catarina. O trio faz um breve e preciso inventário da presença do racismo no esporte – via, por exemplo, estereótipos corporais direcionados a pessoas negras –, perguntando sobre as possibilidades de sua superação.

    A terceira contribuição faz um pequeno giro para encontrar a interseccionalidade no futebol feminino em suas práticas pós cancelamento da proibição do jogo para as mulheres brasileiras. A contundência do texto é obra de Caroline Soares de Almeida, que retoma questões que vêm dos anos 1980 para pensar sobre algumas das representações sobre mulheres futebolistas, mostrando como raça, classe social, gênero e sexualidade, determinam as formas de a imprensa esportiva, dominada por homens, tratar do jogo delas.

    Um novo giro se encontra no quarto texto deste temático, que não se refere exatamente ao esporte, mas ao jogo de capoeira e suas vicissitudes como história plasmada da sociedade brasileira. Os autores e as autoras localizam formas de racismo nesse existir, assim como apostam em possibilidades, justamente pela crítica radical, de sua superação. O grupo é liderado por Christian Muleka Mwewa, do Mato Grosso do Sul, ladeado por Alex Sander da Silva, da Universidade do Extremo Sul Catarinense, e por Juliani L. C. Ferreira e Aline Ortega Soloaga, também do estado do Centro-Oeste brasileiro.

Para fechar, Antonio Jorge Gonçalves Soares, do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte, traz algo novo para o debate, ao observar os primeiros episódios de agressão contra Vini Jr. que foram publicizados, em 2023. O autor recorre ao conceito de casta como operador analítico para a compreensão do aparente paradoxo entre a ascensão social de jogadores negros e a persistência do racismo, o que mostra, entre outros pontos, a impossibilidade de a sociedade liberal cumprir suas promessas de igualdade e meritocracia.

Autoras e autores, muito obrigado. Leitoras e leitores, que desfrutem, pensem, discordem, concordem, critiquem. Sigamos nesse debate que é dos mais importantes para as tentativas de construção de um esporte e de uma sociedade que sejam fontes de menos sofrimento.

Alexandre Fernandez Vaz
Daniel Machado da Conceição
Florianópolis, junho de 2024.




@nepesc.ufsc
 



Sobre valores esportivos, rivalidades e contradições: a dupla GRENAL em evidência

 



Dificilmente algum(a) brasileiro(a) não se sentiu tocado diante das enchentes, inundações e grande destruição que acometeu boa parte do território gaúcho a partir de final de abril de 2024 e boa parte de todo o mês de maio. A mídia brasileira mobilizou sua estrutura e seus profissionais e fez uma ampla e, por vezes, saturada cobertura diante daquela situação em que a realidade, impactada pela resposta voraz da natureza às ações humanas, ia se apresentando por meio da chuva que não parava, da destruição que aumentava e assustava, da grande quantidade de pessoas que buscava se salvar e encontrar um abrigo para depois tratar de seguir sua vida.

Como é próprio desses momentos, de forma semelhante ao que vimos recentemente com a pandemia de Covid-19, circulam discursos que enfatizam a tomada de consciência, a solidariedade, a empatia, a união, etc. Não foi diferente com a tragédia enfrentada pelo Rio Grande do Sul, principalmente em Porto Alegre e sua região metropolitana. E, num estado em que o futebol é parte da cultura e explicita aspectos de sua historicidade combativa, que contribui para a divisão clubística dos gaúchos na formação daquilo ao qual hoje se tornou banal se referir pelo termo “polarização” (no senso comum da política, por exemplo, embora bastante errôneo, por sinal, como se houvesse uma esquerda, que é quase centro, versus uma direita, que está bem para seu extremo), o azul, representado pelo Grêmio, e o vermelho, representado pelo Internacional, não ficam de fora dos acontecimentos e reflexões.

Com toda sua estrutura impactada e comprometida para treinamentos e jogos, as duas equipes, em estratégia inédita, no dia 21 de maio, uniram-se para divulgar uma campanha para ajudar na reconstrução dos lugares atingidos pelas enchentes, com a ação intitulada “Jogando Junto – Pela reconstrução do RS”, mobilizando atletas, dirigentes (o presidente gremista, Alberto Guerra, e o presidente colorado, Alessandro Barcellos), torcedores, empresas e a mídia de forma geral. A junção das duas instituições clubísticas gerou a criação de uma imagem, na cor roxa, resultado da mescla entre o azul gremista e o vermelho colorado. Divulgou-se que as equipes iriam ceder espaços em seus uniformes e também em suas mídias sociais para dar visibilidade a empresas que participassem de ações para a reconstrução do Estado e das pessoas afetadas. Cogitou-se, também, a possibilidade do Grêmio ceder seu centro de treinamento ao Inter, e o Inter, por sua vez, ceder o Estádio Beira Rio para jogos do Grêmio. Segundo dados do Portal Terra, na data da publicação da matéria, a estratégia já havia viabilizado o montante de R$ 28 milhões.

CONTINUAR LENDO EM: https://www.inctfutebol.com.br/post/sobre-valores-esportivos-rivalidades-e-contradi%C3%A7%C3%B5es-a-dupla-grenal-em-evid%C3%AAncia


MEZZAROBA, Cristiano. SANFELICE, Gustavo. CONCEIÇÃO, Daniel. Sobre valores esportivos, rivalidades e contradições: a dupla GRENAL em evidência. Bate-pronto, INCTFUTEBOL, Florianópolis, V.1, n.16, 2024.   

Sobre valores esportivos, rivalidades e contradições: a dupla GRENAL em evidência

 


Dificilmente algum(a) brasileiro(a) não se sentiu tocado diante das enchentes, inundações e grande destruição que acometeu boa parte do território gaúcho a partir de final de abril de 2024 e boa parte de todo o mês de maio. A mídia brasileira mobilizou sua estrutura e seus profissionais e fez uma ampla e, por vezes, saturada cobertura diante daquela situação em que a realidade, impactada pela resposta voraz da natureza às ações humanas, ia se apresentando por meio da chuva que não parava, da destruição que aumentava e assustava, da grande quantidade de pessoas que buscava se salvar e encontrar um abrigo para depois tratar de seguir sua vida.

Como é próprio desses momentos, de forma semelhante ao que vimos recentemente com a pandemia de Covid-19, circulam discursos que enfatizam a tomada de consciência, a solidariedade, a empatia, a união, etc. Não foi diferente com a tragédia enfrentada pelo Rio Grande do Sul, principalmente em Porto Alegre e sua região metropolitana. E, num estado em que o futebol é parte da cultura e explicita aspectos de sua historicidade combativa, que contribui para a divisão clubística dos gaúchos na formação daquilo ao qual hoje se tornou banal se referir pelo termo “polarização” (no senso comum da política, por exemplo, embora bastante errôneo, por sinal, como se houvesse uma esquerda, que é quase centro, versus uma direita, que está bem para seu extremo), o azul, representado pelo Grêmio, e o vermelho, representado pelo Internacional, não ficam de fora dos acontecimentos e reflexões.

CONTINUAR LENDO EM:

https://www.inctfutebol.com.br/post/sobre-valores-esportivos-rivalidades-e-contradi%C3%A7%C3%B5es-a-dupla-grenal-em-evid%C3%AAncia


Formação acadêmica e estudos étnico-raciais: um estudo de caso com os cursos do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a urgência temática

 


ALVES, Beatriz de França; DA CONCEIÇÃO, Daniel Machado; MEZZAROBA. Cristiano. Formação acadêmica e estudos étnico-raciais: um estudo de caso com os cursos do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a urgência temática. In:_. A urgência da luta antirracista nas Universidades, Institutos Federais e Cefets. Universidade e Sociedade; Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior. Brasília: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior. Ano X XXIV - Nº 74 - julho de 2024.

Resumo: Esta pesquisa teve como objetivo compreender as configurações dos agentes (docentes e discentes) da licenciatura e do bacharelado do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Sergipe (DEF/UFS) quanto à formação acadêmica e à discussão das relações étnico-raciais. Metodologicamente, caracterizou-se como um estudo de caso, de abordagem qualitativa, em que a princípio realizamos a análise documental dos Projetos Políticos Pedagógicos dos dois cursos do DEF/UFS (não sendo encontrada em nenhum deles menção direta à tematização étnico-racial) e, em seguida, utilizamos formulários online para coletar dados dos agentes da licenciatura e do bacharelado. Conclusivamente, identificamos a ausência do tema nos documentos institucionais. Os respondentes, tanto discentes como docentes, reconhecem a importância da temática, embora essa relação seja mais bem observada na licenciatura do que no bacharelado. Ações que objetivam uma formação acadêmica que colabore com a luta antirracista são pontuais e dependem do interesse docente ou da demanda discente.

Palavras-chave: Formação acadêmica. Estudos étnico-raciais. Racismo. Educação antirracista. Educação Física.


DISPONÍVEL EM: https://issuu.com/andessn/docs/revista_us-74_digital_2_




A arte sobre o futebol e sua possibilidade para revelação do drama social


Resumo: Nas ciências sociais, a escola inglesa de antropologia desenvolveu estudos que observaram a performance, descrevendo comportamentos e ações que retratam a vida social, um olhar especial para o ritual. Ao destacar o ritual, a dramatização do social passa a ser um conceito importante para analisar os grupos humanos.  No Brasil, o antropólogo Roberto DaMatta com o arcabouço teórico de Victor Turner fez análises sobre eventos diversos que descrevem o drama social. Entre esses eventos estão a parada militar, o carnaval, os festejos religiosos e o futebol. Para discutir a importância do trabalho do antropólogo Roberto DaMatta, a proposta do texto é realizar a análise descritiva de duas obras fílmicas sobre o futebol brasileiro, os filmes: Boleiros I – era uma vez o futebol (1998); e, Boleiros II – vencedores e vencidos (2006), do diretor Ugo Giorgetti. Ao analisar os dois filmes indicados, percebemos a partir de conceitos e categorias elencadas por DaMatta que a dramaturgia, como arte, ao propor reproduzir o social, escancara os dramas de uma sociedade que guarda valores aristocráticos de um passado recente.

Palavras-chave: Boleiros. Drama social. Futebol. Ritual.

DISPONÍVEL EM: https://periodicos.ufs.br/Ambivalencias/article/view/n23p179


 

Resenha: Em Angola Tem? No Brasil também!

 




DA CONCEIÇÃO, Daniel Machado da. Spoiler - Em Angola tem? No Brasil também!  Revista Its Teens, Florianópolis, nº 23, Editora Notícias do Dia, 2024. p. 7.

Disponível em: https://issuu.com/revistaits00/docs/revista_its_teens_-_floripa_-_maio_-_issuu

O que o futebol tem a dizer sobre o aquecimento global?

 




Desde o final de abril temos sido bombardeados por imagens alarmantes das cheias no Rio Grande do Sul. Hoje, o estado se encontra em situação de calamidade, com quase todas as cidades comprometidas. O país inteiro mostra-se solidário a fim de levar auxílio a moradores das regiões atingidas. Pode-se afirmar que se trata de uma tragédia sem precedentes na história do país, não somente pela proporção territorial, mas também pelo colapso das estruturas que sustentam o abastecimento de alimentos, água e energia elétrica, além da segurança pública dos municípios e da rede de transportes viários, portuários e aeroportuários. A situação está longe de se normalizar devido às características hidrográficas e da continuidade de chuvas no estado gaúcho. 

O colapso também atingiu o futebol. Cenas como as vistas na Arena do Grêmio e no Estádio Beira-Rio, que ganhou projeção internacional, assombram porque simboliza a fragilidade que nós, enquanto humanidade, estamos submetidos diante do aquecimento global. Os clubes de futebol no Rio Grande do Sul estão com jogos suspensos, sem datas para realização das partidas, afetando parte dos campeonatos Brasileiro séries A, C e D; Libertadores da América; e, da Sul-Americana. A impossibilidade de manter os jogos em função da falta de espaço para treinar, da dificuldade de mobilidade e da interdição de estádios são fatores que impactam os times gaúchos. 

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Webinário " Arbitragem de Futebol e Racismo no Brasil"

 


Webinário da Linha Mídias, Torcidas e Movimentos Antirracistas do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Estudos de Futebol Brasileiro (INCT). 

Temática: "Arbitragem de Futebol e Racismo no Brasil"

Convidado: Prof. Márcio Chagas (Ex-árbitro de futebol) 

Mediadores:

 Prof. Dr. Daniel Machado da Conceição (NEPESC/UFSC)

Prof. Dr. Cristiano Mezzaroba (UFS)


DISPONÍVEL EM:




DISPONÍVEL EM:

https://www.youtube.com/watch?v=CKKf4UdMEu4&t=16s

ou

https://www.youtube.com/watch?v=s7-FZ3gItOc&t=2s




O Esporte em Seu Conteúdo Racista: Discursos Legitimadores Sobre a Presença e a Ausência de Pessoas Negras

Resumo:

No ano de 2020, a final feminina do torneio United States Open foi disputada pelas atletas Naomi Osaka (Japão) e Victoria Azarenka (Belarus). Foi uma partida cheia de variações e digna de duas atletas finalistas. Enquanto assistíamos à partida, a fala de um familiar chamou a atenção ao perceber que a atleta japonesa possui a cútis negra. O comentário era que a atleta Osaka seria a esportista mais completa, pois, teria a força física da população negra e a inteligência da asiática.


Em uma única frase o racismo foi externado de maneira naturalizada. Não se trata de julgar a pessoa querida, que apenas reproduziu ideias que se tornaram hegemônicas e que buscam determinar o lugar de indivíduos na sociedade, ideias que, mesmo aparentemente positivas, podem, dentro de um contexto específico, significar uma postura preconceituosa. A partir desse episódio surgiu um questionamento: o quanto tais ideias impactam na formação e carreira esportiva? A raça ou etnia pode orientar as ações na formação de atletas? Isso pode facilitar ou são impeditivos para escolha de determinada modalidade esportiva? Um tema que enfatizamos ser pertinente para compreensão do fenômeno esportivo e as relações que pessoas, atletas, desenvolvem com sua corporalidade e seu potencial voltado para o alto rendimento.





https://cev.org.br/biblioteca/racismo-e-esporte-no-brasil-um-panorama-critico-e-propositivo/


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https://play.google.com/books/reader?id=dVC6EAAAQBAJ&pg=GBS.PT88&hl=pt

RACISMO NO FUTEBOL: ABRE-SE UMA AGENDA DE PESQUISAS

 


Livro: Futebol & seus contextos. Ailton Fernando S. de Oliveira, Marcelo de Castro Haiachi (organizadores). 1. ed., Florianópolis: Tribo da Ilha, 2023. 

Texto nosso, artigo: RACISMO NO FUTEBOL: ABRE-SE UMA AGENDA DE PESQUISAS; Autores: Beatriz de França Alves, Cristiano Mezzaroba e Daniel Machado da Conceição (p. 138).


Resumo:

Tem sido recorrente e vem aparecendo com bastante regularidade nos mais diversos veículos midiáticos os casos de racismo no Brasil (e também no mundo). São situações discriminatórias que ocorrem nos mais diversos espaços institucionais e sociais. E quando focamos nosso olhar ao universo do campo esportivo, o racismo também é um fenômeno que se evidencia, nas mais variadas modalidades, principalmente no futebol. Assim, neste ensaio, refletimos sobre a temática, propondo uma agenda de pesquisas envolvendo racismo e futebol: (a) racismo, futebol e mídia; (b) futebol, gênero e racismo; (c) produção acadêmica da Educação Física envolvendo racismo e futebol; (d) abordagens metodológicas envolvendo racismo e futebol; (e) racismo, futebol e as Humanidades. Com essa agenda de pesquisas, intencionamos contribuir quanto ao enfrentamento que o contemporâneo nos impõe em relação às compreensões do fenômeno do racismo nos mais variados contextos sociais, principalmente àqueles/as que compõem o campo educativo e formativo, permitindo identificar, conhecer, reconhecer, analisar e pautar discussões amplas que confrontam atitudes racistas nos mais variados espaços sociais e institucionais. 

Palavras-chave: racismo; futebol; agenda de pesquisas.


Disponível em:

https://cev.org.br/media/biblioteca/DTP_FutebolSeusContextos_Digital_compressed.pdf





Seminário e XVII Seminário de Diversidade Étnico-Racial - Dia 2

Seminário e XVII Seminário de Diversidade Étnico-Racial - Saberes e Conhecimentos Diversos: Práticas Pedagógicas da RME de Florianópolis.

Participação:

- 1º fala = 03:11:40 até 03:31:41; - 2º fala = 05:04:20 até 05:30:00;





Educação em pauta: Nosso racismo ordinário e a luta pela igualdade - com Dr. Daniel Machado da Conceição

 



Encontro com um grande amigo da Escola Técnica FAT, o Prof. Dr. Daniel Machado que falará conosco sobre: Nosso racismo ordinário e a luta pela igualdade.


I Seminário Interno INCT - Reunião da noite

É com alegria que celebramos as quase 130 inscrições no I Seminário Interno do INCT Estudos do Futebol Brasileiro. Nosso Seminário aconteceu no dia 05/10, quinta-feira, em duas sessões: das 14h às 16h e das 18h às 20h.


DISPONÍVEL EM:

Segunda sessão, das 18 às 20h.






Toda vez que o adulto balança

 



Pesquisar e atuar com o esporte na perspectiva da formação é uma oportunidade de aprender, questionar e propor transformações. O esporte educação carrega a aura do amadorismo, significando o ideal olímpico exaltado pelas inúmeras instituições do campo esportivo.

A iniciação esportiva é o momento da apresentação de uma modalidade, sendo o primeiro passo para o desenvolvimento da técnica e habilidade. Por sua vez, a prática institucionalizada em clubes e escolinhas de futebol acaba por elevar o caráter de seriedade da formação.

No caso do futebol, essas instituições começam muito cedo a observar e selecionar as novas promessas de craques da bola. O mercado do futebol estabelece níveis de oportunidades, isto é, os clubes de futebol profissional de maior prestígio da Série A do campeonato brasileiro, são referências na excelência, logo melhores opções para ampliar a chance de ser observado por empresários. Também não podemos esquecer que os jovens atletas, mesmo na iniciação, estão sendo selecionados para viagens internacionais com períodos de testes nos principais clubes de futebol da Europa.

Muito jovens brasileiros e suas famílias estão cada vez mais cedo realizado o percurso intercontinental em busca do sonho da profissionalização e do sucesso financeiro. Esse é um movimento não só de brasileiros, mas crianças do sul global, estão sendo arregimentadas para processos de iniciação e posterior formação na Europa. Assim, cada vez mais cedo os clubes europeus usam como estratégia para fugir da responsabilidade de ter que repassar certa porcentagem financeira ao clube formador nos momentos de venda e transferência quando profissional, além de reduzir drasticamente o investimento em um atleta no final de formação ou já profissionalizado.

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https://ludopedio.org.br/arquibancada/toda-vez-que-o-adulto-balanca/


Uma canção que expressa o nosso racismo ordinário

 



Nas últimas Copas do Mundo de Futebol masculino, 2018 e 2022, o canto “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor” deixou de ser a principal canção que embala a torcida brasileira nos estádios de futebol.

A nova música deixou de falar do povo e passou a reconhecer os protagonistas das conquistas nos mundiais de futebol masculino. Tal reconhecimento merece destaque ao apontar o perfil socioeconômico dos torcedores que frequentam essa competição, uma classe afortunada acostumada com os privilégios da branquitude e seu desprezo pelas classes populares.

Entretanto, os privilegiados cantam, dançam e enaltecem jogadores pretos. O trecho da música diz que: “em 58 foi Pelé; 62 foi o Mané; 70 o Esquadrão; 94 Romário e 2002 Fenômeno.” Atletas pretos e pardos, reconhecidos pelo protagonismo de seus feitos futebolísticos, parecendo não questionar a cor da sua pele. Quando contextualizamos o cenário social brasileiro, esse fato é relevante, em razão dos vários discursos legitimadores do racismo expressos em variadas ações discriminatórias.

O mito da democracia racial, um racismo assimilacionista, justifica essa aceitação dos atletas pretos e pardos. No entanto, precisamos destacar que a nova canção é a expressão do racismo ordinário vivenciado no país.

Racismo ordinário, como adjetivo, é assim identificado por fazer parte da ordem do dia, um processo repetitivo, corriqueiro, habitual, regular, que está presente em todos os momentos, naturalizado como algo normal e sem questionamentos. No sentido figurado, é obsceno, mau-caráter e indecente. O racismo se faz ordinário por meio de práticas legitimadas em narrativas históricas, científicas, sociais, culturais, religiosas e políticas, que continuam a dar conformidade às relações pessoais e interpessoais na sociedade brasileira.

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A magia da bola em uma noite de iniciação



Meu filho começou a participar de um projeto de iniciação ao futebol e nossa noite de segunda-feira, agora, é de treinamento. O primeiro dia foi agitado, ou melhor, cheio de ansiedade até o horário marcado, e eu acompanhei seu nervosismo.

Tudo que ele sabe aprendeu com o pai no quintal de casa (meus amigos irão contestar o nível do aprendizado), jogando com colegas na escola, assistindo televisão e até no videogame, observando jogadas e depois procurando imitar.

Ir até o local do treino, envolveu muito medo e receio, sentimentos normais relacionados ao início de uma nova atividade. Sair de casa para jogar bola exigiu, deixar o videogame de lado e pegar a chuteira, meião, calção e camisa, como se diz no Rio Grande do Sul, vestir o fardamento.

Ao entrar no campo, o temor desapareceu, encontrou alguns amigos da sala de aula e, além disso, a bola é encantada, isto é, possui um poder mágico para promover a interação entre estranhos. As diferenças econômica, racial e de idade, desaparecem, enquanto outras começam a ser destacadas e essas estão relacionadas a familiaridade com a bola, condição física, técnica e tática, que mesmo na iniciação esportiva é comum ser reconhecida como “visão de jogo.”

Em nosso caso, a atividade é desinteressada, é uma atividade física para uma criança sedentária. Quando comparo nossas infâncias, a minha teve a rua como um grande playgrand a ser explorado. As brincadeiras e jogos diversos envolviam práticas corporais. Sem contar os espaços que ocupávamos, qualquer terreno baldio em condições mínimas para receber as marcações e traves, quando não praças e outros locais públicos, serviam de campo para imaginação, logo, contribuía para um maior desenvolvimento motor.

Atualmente, as crianças estão restritas ao acesso a quadras fechadas e privadas. Essas, por sua vez, são em sua maioria quadras de grama sintética, piso ou areia. Não são mais de terrão ou gramados irregulares cheios de buracos, poeira e lama. O famoso “morrinho artilheiro” deixou de fazer parte do jargão do futebol infantil. Não posso negar que ainda há gramados ruins mesmo no cenário profissional, mas o morrinho perdeu sua posição, principalmente, na iniciação.

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Vídeo Institucional INCT Estudos de Futebol Brasileiro

 



O Instituto Nacional Ciência e Tecnológica de Estudos de Futebol Brasileiro foi aprovado pela Chamada n° 58/2022, e tem como objetivo principal ser um suporte para uma rede nacional interdisciplinar de pesquisadores, estudiosos e profissionais do futebol brasileiro. O seu Comitê Gestor tem como coordenadora a Profa. Dra. Carmen Rial (UFSC), sendo a Profa. Mariane da Silva Pisani (UFPI) a vice-coordenadora. O Prof. Dr. Luiz Carlos Rigo (UFPEL) e a Profa. Dra. Caroline Soares de Almeida (UFPE) são coordenadores da Coordenação Executiva.

O INCT Estudos de Futebol, possui 4 linhas:

(1) Futebol de mulheres, indígena e LGBTQIA+, coordenação: Wagner Xavier Camargo (UNICAMP) e Caroline Soares de Almeida (UFPE); 

(2) Futebol comunitário e de várzea, coordenação: Mauro Myskiw (UFRGS) e Luis Carlos Rigo (UFPEL), 

(3) Mídias, torcidas e movimentos antirracistas no futebol, coordenação: Antônio Jorge Soares (UFRJ) e Cristiano Mezzaroba (UFES); e, 

(4) Produção e carreiras de futebolistas, coordenação: Silvio Ricardo da Silva (UFOP) e Daniel Machado da Conceição (SME – Florianópolis).

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O que representa a Lei da Aprendizagem?

 



A Revolução Industrial transformou a sociedade moderna, impactando principalmente nas relações com o trabalho. Nesse novo cenário social, jovens e crianças trabalhavam em fábricas e indústrias, sem qualquer tipo de proteção, fazendo surgir um tripé de reivindicações pautado na jornada, tempo de escola e condições de trabalho. Sendo incentivo para o debate a respeito desse contingente populacional.

Esse tripé de reivindicações, durante os séculos XIX e XX, orientou discussões sobre o trabalho infantojuvenil, mobilizando o interesse das empresas, famílias e instituições governamentais. À medida que novas áreas do conhecimento se consolidavam, entre elas: pedagogia, psicologia, administração, ergonomia, sociologia e mesmo o direito, com o desenvolvimento das varas da infância, juventude e trabalho etc., acrescentam novas perspectivas e reforçam argumentos.

Os estudos promoveram de maneira contundente impactos que definem uma inversão na hierarquia entre o tempo de trabalho e o de escolarização. Bem como, os efeitos na constituição, formação e desenvolvimento físico corporal infantojuvenil quando exposto a condições insalubres e perigosas no ambiente laboral. As novas informações influenciaram na organização de uma estrutura legal que visa garantir o desenvolvimento físico, emocional e psicológico dos infantes.

Durante a última década do século XX, órgãos internacionais intensificaram a necessidade de elaboração de propostas conjuntas para o cenário que a humanidade estava prestes a enfrentar. No final dos anos 1990, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um desafio, em conjunto com todos os países-membros, que ficou conhecido como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Seu propósito era articular ações que permitissem ter como resultado um mundo melhor para a geração atual e futura.

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